terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dilúvio

Os que não acreditavam, renderam-se e, ajoelhando-se, rezaram as suas preces. Os tementes invocaram os sacrifícios já oferecidos, implorando redenção.
Mas os céus abatiam-se, sem piedade sobre as suas cabeças. As nuvens escuras, carregadas, torciam-se, para se libertarem da sua pesada e dolorosa carga; e as ruas, os rios, os mares, inundavam-se em torrente.
Noé maldizia a hora em que vendera a arca, seguro de que a ira dos céus jamais tornaria a fustigar a terra.
Naquele dia, tudo iria por água abaixo…

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

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    1. Olá, Alu! Desculpa mas removi o teu comentário sem querer, com o entusiasmo de o ter lido!
      Obrigada pela tua distinção e parabéns também pelo teu blog ;)
      Beijinhos, I.

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    2. Aqui não consigo recuperá-lo, mas consegui a seguinte notificação do "Gmail" com o seu conteúdo! Aqui vai:

      "Alu deixou um novo comentário na sua mensagem "Dilúvio":

      Deixei um selinho para ti no meu blog :)

      http://bau-dos-livros.blogspot.pt/2012/09/versatile-blog.html"

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