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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Circo da vida

Senhoras e senhores, meninas e meninos! Benvindo ao circo da vida, respeitável público!
Temos feras e outros animais, domadores, palhaços… muitos palhaços!
E a maior atração do espetáculo: os ilusionistas: far-vos-ão acreditar que tudo é mais complexo que o que realmente é, hipnotizar-vos-ão até que façais tudo o eles ordenam, escravos das suas vontades; dar-vos-ão poder ilusório, e logo vos subjugarão com as suas capacidades superiores de ludibriar…  
Arriscado número – é verdade! – pois pode o feitiço virar-se contra o feiticeiro…
Mas é esta a magia do circo!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Vento do norte

O vento sopra, indómito, porque o mundo é grande demais para que se deixe ficar quieto no mesmo sítio.
As sensações tentam-no, e ele segue-as, ora em vórtice, ora em brisa, saboreando cada sabor, inspirando cada aroma, observando cada imagem, escutando cada melodia, sentindo cada toque…
Por vezes tenta aquietar-se, mas a vontade que traz dentro é maior que ele! É maior que o mundo!
Voa, vento, voa… E sê feliz!

05-12-1977 - ...

domingo, 25 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

- Quem bate?

Bateram-lhe à porta.
Primeiro, “leve, levemente”, como dizia o poeta; como não fizesse caso, logo começaram a insistir, com mais e mais vigor.
A contragosto, descolou os olhos da televisão, abandonou a modorra do sofá e espreitou pela janela. Nada viu. Voltou para a sua zona de conforto, convencido de que se tratara de um equívoco.
O chamamento, porém, continuava! Tentou ignorá-lo, mas o ruído era demasiado!
Já em fúria, por ver o seu sossego destruído, acercou-se da porta e gritou:
- Quem bate?
Uma voz ténue e roufenha respondeu-lhe quase impercetivelmente.
- Mudanças? – parecera-lhe entender – Mas eu estou muito bem aqui! É engano!
A voz, porém, insistia.
Só a dada altura, cansado já de tamanho frenesi, se deu conta de que a voz vinha de dentro de si: era afinal a mudança que lhe batera à porta e ele, comodamente instalado na paz dos dias, insistira em não ver…

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Pintor “naïf”

Desde pequenino, já dava mostras de como era um ser profundo: na escola, ao invés de desenhar verdes árvores copadas, desenhava as suas raízes…

quarta-feira, 27 de junho de 2012

De aljuba rota

A disputa tem séculos!
Dois velhos rabugentos que ainda hoje, por vezes, se digladiam, já sem armas e sem saber porquê… apenas por teimosia; porque é assim que lhes está escrito nos genes.
Viver lado a lado tem destas coisas…
Hoje a batalha é de onze para onze, dentro de quatro linhas, num campo verde esperança. E só um pode vencer…
Que vença com desportivismo!

27/06/2012 – Portugal x Espanha – Meias finais do Campeonato da Europa 2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Caminheira

Caminho pelo caminho.
E é passo a passo que se faz o caminho; pé ante pé, até à meta.
Meio caminho andado, o objetivo está mais próximo (se não levar caminho!).
Caminho, caminho e sigo caminhando, à espera de me encontrar no final.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Reencarnação

Era um livro grande, pesado, com cheiro a novo. Abri-o com respeito e bebi de cada página o seu sabor a aventura.
Emocionei-me com certas passagens, temi por outras, senti vontade de desistir nas mais duras, alegria nas mais felizes, mas perseverei, e li-o até ao fim.
Fechei-o. Suspirei. Então era isto que o destino me tinha reservado…
Parti para tomar posse da minha nova vida, determinado em sorver sofregamente os bons momentos e usar a arma sagrada da mudança para contornar os mais negros.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Regresso

Já estive aqui sem estar.
Talvez noutra dimensão, noutro momento, mas conheço este lugar.
Será que as passagens se repetem?
Ou repetem-se as ideias e as memórias, mesmo sem as termos vivido?
Já estive aqui sem estar.
E partirei, para um dia voltar.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Doutoramento da vida

Queimaram as pestanas.
Agora vão queimar as fitas.
Em breve, verão os sonhos a arder, sem rastilho, perdidos nos trilhos de um universo que desconhecem.
Terão sido engados ou ter-se-ão enganado em relação à realidade? Crescidos numa redoma de sonhos, vêm agora o vidro quebrar-se, e terão que desbravar caminho, queimando etapas, obstáculos e desafios novos.
Porque isso é que é viver!

(8 de Maio de 2012: Cortejo da Academia do Porto - Semana Académica)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Tormentas e águas calmas

Olhando agora para trás, via que as pessoas são como os ventos e as marés.
Ora vêm, ora vão... ora suaves, ora iradas...  Mas deixando sempre marcas, à sua passagem, nas vidas umas das outras.
Recordou os amigos e amores que amou, que desapontou, que deixou perdidos algures no tempo.
E lamentou sobretudo não se ter cruzado com mais pessoas, não se ter deixado ir mais com a maré, solto ao sabor do vento...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Do sonho ao pesadelo

Nos tempos da meninice, Soraia sonhara ser uma super-heroína! Bela, forte, com poderes mágicos capazes de transformar o mundo num sítio melhor.
Hoje, acreditava ter alcançado, em parte, o seu sonho: não que fosse especialmente bonita, pois o tempo para se cuidar escasseava, mas possuía uma extraordinária força interior, que a levava a fazer tudo para que a sua família vivesse num mundo quase perfeito!
No entanto, antes de sair a correr para deixar os miúdos na escola, ao agarrar o almoço preparado na noite anterior para levar para o trabalho, amiúde se questionava se não teria sido mais prudente sonhar com ser uma "raínha má", rodeada de luxos e riqueza, num palácio longínquo de um qualquer conto de fadas...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

As duas amigas

Uma era loira, a outra morena, como na cantiga. Durante anos, seguiram de mãos dadas, a caminho da escola, com livros na mochila e sonhos no coração.
Confidências: mil; alegrias: muitas. Mais tarde, as zangas comuns de adolescentes...
Passado partilhado.
Caminho trilhado, ora juntas ora separadas, mas sempre mutuamente presentes na memória, com ternura e amizade.
16/04/1976 - ...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Vi(d)a nova

Chegou o dia. Abriu a porta e saiu, sem olhar para trás.
Atrás de si deixava toda uma vida.
E a vida toda estava ainda à sua frente.
Seguiu em frente, sem saber bem para onde ia, mas certo de que ali não ficaria mais.
Mais tarde iria arrepender-se? Talvez. Mas, por certo, mais se arrependeria se nem sequer tivesse tentado!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Re(des)encontro

- Que bom ver-te!
- É verdade! Já lá vão 20 anos…
- … ou mais…
- Estás na mesma!
- Tu também!
- Aposto que continuas um ativista dos direitos dos animais?
- Hum… por acaso não…
- Não? Então que fazes?
- Tenho uma rede de matadouros… E tu? Qual das pretendentes do liceu escolheste para mulher?
- … o Ricardo...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Resignação

Judite sentiu-se especial.
Nada havia de especialmente especial na situação mas, ainda assim, sentiu-se especial!
Cederam-lhe o lugar no autocarro! Um homem bem posto, mais ou menos da sua idade, mas a quem a vida cuidara bem melhor, levantou-se assim que a viu entrar, carregada de sacos. E ainda lhe sorriu! Um sorriso aberto, quase sedutor... ou talvez tivesse sido impressão dos seus olhos tristes, ávidos de carinho e atenção.
Pelo caminho até casa, sorria interiormente, e a sua face, de pele opaca e cansada, irradiava um certo brilho até!
Chegou à porta do prédio. Pousou as sacas. Enquanto procurava a chave, ouviu passos atrás de si; alguém assobiava e fazia as chaves tilintar. Virou-se; era o marido.
- Só estás a chegar agora? - perguntou-lhe ele; sacou a chave do bolso e entrou.
Judite nem teve tempo de responder. Pegou nas sacas, e entrou também. Fechou a porta atrás de si, olhou para fora através do vidro e suspirou.
Fora um momento especial.

terça-feira, 6 de março de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A inevitável grandeza do Ser

Fascina-me a inevitabilidade do que tem que acontecer!
Há quem lhe chame deus, há quem lhe chame karma, ou até fado...
Tenho para mim que o nome não importa. A sua força está para além das palavras e dos actos.
Os caminhos destinados a unirem-se, reencontram-se sempre, mais cedo ou mais tarde, sem que seja possível impedi-lo!
Assim está escrito.