Todos pareciam ter tido a mesma
ideia de Natália: adiantar as compras natalícias!
O bulício dos passos
apressados, o rumor dos sacos a roçarem-se, a histeria coletiva centrada em
conseguir o melhor presente pelo mais baixo preço…
E Natália envolta por este
frenesi, ela própria inquieta por completar a lista que levava na mão.
Até que um som claro, límpido e
harmonioso encheu o ar frio: um grupo de músicos começara a tocar melodias de
natal, em plena rua.
Natália parou, muitos outros pararam, e o verdadeiro
espírito de Natal pôde então reinar; a beleza da arte sobrepôs-se ao
consumismo.