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domingo, 23 de dezembro de 2012

De acordo?

Que falta de atenção a minha!
Só a três dias do final deste blogue é que me apercebi de que me falta colocar aqui a indicação:
“Ainda que com o meu desacordo, este blogue é escrito de acordo com o acordo ortográfico acerca do qual ainda falta chegar a acordo e com o qual a maioria está em desacordo”.
Pensando melhor, ainda bem que só agora escrevi isto, pois a confusão é tal que poderia ter espantado os meus queridíssimos leitores!
Com acordo ou sem acordo, continuem desse lado… de acordo?

sábado, 15 de dezembro de 2012

“Está no blogue!”

Este blogue é um dos meus objetivos para 2012. Começou por ser um exercício, uma forma metódica de pôr em prática e exercitar a minha paixão pela escrita.
Mas, quando escrevemos, as palavras ganham vontade própria, e levam-nos por caminhos que inicialmente não havíamos planeado trilhar. Assim foi com os meus petiscos: de uma ideia vaga e algo indefinida do que viriam a ser, transformaram-se numa espécie de divã de psicanalista, diário público do meu dia-a-dia, dos meus humores, das minhas sensações, de situações vivenciadas.
Ao mesmo tempo, com as receitas de sábado fui fazendo um apanhado sistemático dos sabores que tão amiúde saem da minha cozinha! Agora, cada vez que organizo um evento cá em casa, dou por mim a verificar que o que vou preparar: “está no blogue!”, “está no blogue!”, “está no blogue!”…
Mas como a cozinha, a escrita, a vida em geral estão em constante movimento, há que experimentar novas receitas. Esta é uma delas.
Coze-se um ramalhete bem verdinho de brócolos em água e sal  ou despeja-se o conteúdo de uma embalagem de brócolos congelados num pirex com tampa e vai ao micro-ondas para cozinhar (menos poético mas mais pragmático!).
À parte, mistura-se, batendo com a vara de arames: cebola picada, cenoura raspada, cogumelos, os brócolos já cozinhados, dois ovos e um brick de natas light. Tempera-se com sal, pimenta e um pouco de noz-moscada.
Verte-se este conteúdo sobre uma forma redonda forrada com massa quebrada.
Et voilà! Esta será uma das receitas cá do blogue que, a par de algumas das já tradicionais, amanhã desfilará na minha cozinha!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Soneto de uma vida

Era, sem dúvida, uma manhã de outono. Um tapete dourado cobria o chão, conferindo som aos passos dos que passavam, e o frio já ameaçava os mais incautos com o seu rigor.
Sentia-se só e cansado.
Ao passar por um acolhedor café rua abaixo, entrou. Talvez aí a encontrasse.
- Traga-me algo quente, por favor.
Não interessava o quê; queria apenas recuperar um pouco de conforto.
Recostou-se nos almofadões coloridos e ficou a observar o ambiente. O calor da bebida apaziguou-o. Até que a sentiu chegar, num lampejo! E, naquele ímpeto de inspiração, escreveu o mais belo soneto da sua vida.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

De ler e chorar por mais

Era um amante da boa cozinha, com alguma tendência para a ortorexia.
Alimentava-se com palavras, para assim garantir que se nutria de vitaminas de todas as letras.

Dia 16/10/2012 – Dia Mundial da Alimentação

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Devagar, divagando...

Gostava de se deixar levar por aquela modorra morna que a invadia. Tudo à sua volta se diluía e a melodia do silencia se instalava.
Chegava então um príncipe, garboso, num corcel.
Logo a bruxa má e invejosa; seguida pela fada boa e generosa.
Os extremos e, por fim, a harmonia.
Lutas, paixões, reconciliações, …
Fechava então o seu livro e regressava à realidade.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Inspiração

O poeta, atormentado, buscava inspiração.
Inspirou profundamente o ar cálido de setembro… e expirou uma torrente fresca de versos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Palavras cruzadas

Não era uma vez, porque esta é uma história impossível, condenada a um final precoce, prévio ao seu início.
Pretender contá-la é como tentar encontrar o fim de um círculo, sem sequer saber qual o seu ponto de partida.
E, no entanto, as palavras têm esta veleidade de dizerem sempre algo, mesmo quando nada temos para dizer. Ou talvez quem as lê é que tente desesperadamente atribuir-lhes um sentido, como se o estar aqui sentada, infantilmente a brincar com as palavras, não pudesse ser um fim em si mesmo…

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Procuram-se!

Se virem por aí pensamentos perdidos, ideias à solta, por favor, guardem-nos e avisem-me!
Sou constante e indecentemente apanhada desprevenida por eles, por vezes nos momentos mais inconvenientes, o que me obriga a deixá-los partir…
De quando em quando, lá consigo recuperar um ou outro, que volta, sorrateiro, para zombar da minha incapacidade de os agarrar a todos.
Dá-se recompensa!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

E assim cresce um sonho!

Pouco a pouco, o sonho assume contornos de realidade.
Quando a ideia virtualmente concebida se materializa, surgem um sem fim de possibilidades.
Saboreando cada pequena vitória, alimenta-se a esperança e o caminho faz-se mais radioso.
Querer, porém, não basta: há que tentar, insistir, persistir, sem desistir. Porque quando se gosta vai-se sempre em frente, até ao fim!

terça-feira, 17 de julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A arma dura

Jaime trocou as ruas pelas biblioteca local, e, à medida que se embrenhava na pilha que tinha diante de si, apercebia-se de que um livro é uma arma… não só de arremesso!

Saber é poder” (Francis Bacon)

terça-feira, 12 de junho de 2012

O autor e a personagem

Falou dela com carinho. Podia ter-se limitado a nomeá-la com indiferença, mas não: havia doçura, e até saudade na sua voz.
Talvez se tivesse inadvertidamente apaixonado por ela; caído na própria armadilha, pois fora ele que a criara, com a sua alma e imaginação...
Às vezes é assim: damos vida aos personagens e eles fogem-nos!
Livro numa mão, caneta na outra, para satisfazer o pedido de autógrafo:
-Esta é a história de uma menina bonita, como tu…

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Feira do Livro

Sofia já não podia esperar!
Mirava-se ao espelho, a excitação antecipada mal contida, plasmada no rosto iluminado. Sentia-se poderosa, ansiosa por descobrir novos mundos, novos horizontes. Guerreira antes do ataque.
Imaginava já as mil e uma vidas nas quais poderia imiscuir-se, entrar sem pedir licença, e fazer delas a sua, até que o fim as separasse…
Iria também conhecer pessoas novas, cheias de imaginação e sonhos como os seus, mas que sabiam vertê-los no papel.
Deu uma última olhadela ao seu reflexo, sorriu; foi à carteira e certificou-se de que levava o cartão de crédito.

31/05 a 17/06/2012 – Feira do Livro do Porto

domingo, 22 de abril de 2012

Pessoa atento

Falou horas a fio, despejou quanto lhe ia na alma, opinou acerca de todos os temas da atualidade, sem que o seu interlocutor o interrompesse ou contrariasse.
Comunicar assim era fácil e linear. Sentia-se finalmente escutado e compreendido.
No final, pagou a bica, apertou a mão de bronze que se lhe estendia e prometeu a si próprio voltar a “A Brasileira”.

domingo, 15 de abril de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

O Poeta

As musas chamam-no, cantando sussurradamente as palavras que traz na alma.
O cheiro a terra molhada invade-o em cada poro, como se por ela rolasse nu, entregue a si.
E as musas observam-no, com cobiça. Seguem-no, qual sombra viva que existe tão-só para atormentar os dias e noites cansados que não passam.
Um sabor doce a mel enche-lhe os lábios, e a brisa fresca que sopra lá fora toma conta do recanto escuro onde escrevia.
Papéis amarrotados pelo chão recordam que, sem tentar, nada se consegue.
Parte enfim, dando-se às musas...

21 de Março – DIA MUNDIAL DA POESIA

sexta-feira, 16 de março de 2012

Post scriptum

Minha querida:

Preciso dizer-te isto mesmo antes de te escrever! Receio que o tempo fuja e que, escritas todas as banalidades que é suposto dizer-te, não sobre tempo para te transmitir o que verdadeiramente importa.

Preciso dizer-te...

quinta-feira, 1 de março de 2012

Alma gémea

Como foi bom encontrá-lo naquele fim de tarde!
O dia estava cinzento, tristonho, e eu seguia sem rumo pela indiferença das ruas.
Subitamente, parei, e algo me fez entrar. Deambulei ainda perdida por entre os expositores, buscando algo sem saber o quê.
Até que o vi. Creio que foi amor à primeira vista! Ou talvez à segunda, pois fiquei ainda mais apaixonada à medida que fui conhecendo o seu interior...
Senti-me compreendida, reencontrei a paz e a esperança.
Já não pude deixá-lo! Dirigi-me com ele à saída:
- Boa tarde. Vou levar este livro.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A inevitável grandeza do Ser

Fascina-me a inevitabilidade do que tem que acontecer!
Há quem lhe chame deus, há quem lhe chame karma, ou até fado...
Tenho para mim que o nome não importa. A sua força está para além das palavras e dos actos.
Os caminhos destinados a unirem-se, reencontram-se sempre, mais cedo ou mais tarde, sem que seja possível impedi-lo!
Assim está escrito.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Palavra de honra!

Há quem malgaste as palavras em discursos inúteis.
Há também quem as poupe com uma avareza incompreensível.
Eu gosto de escrevê-las e saboreá-las; de brincar com elas, juntando-as e misturando-as, vendo-as ganhar significado.
Tenho horror à ideia de palavras não ditas! Engasgam, apertam o peito e amargam a alma...
Quão diferente podia ser a vida se cada um dissesse as palavras certas, no momento certo, sem medos, sem mágoas, deixando-as exprimir os sentimentos mais profundos que há em si...
Porque é disso que são feitas as palavras.