terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Comunicando…

O avô observava o neto ao computador, enquanto dormitava na cadeira de braços. Que tanto escreveria ele?
- Que fazes, Diogo?
- Estou a publicar fotos das férias na rede de amigos…
- E tu já viste as deles?
- Quero lá saber disso!...
- Então, mas achas que eles estão interessados nas tuas?
- Não!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

domingo, 16 de dezembro de 2012

Natal à porta(s)

Sem medo de cair num lugar-comum, digo que Natal é todos os dias em que sei que uma palavra de conforto está a um passo de um telefonema para ti, minha grande amiga.
O privilégio de sermos família sem laços de sangue foi-se construindo ao longo deste trinta anos que partilhamos.
E que alegria ver a linhagem expandir-se! E que honra sermos quatro gerações diferentes! Contarmos ainda com a serenidade e exemplo de coragem da nossa querida avó! E porque no coração cabe sempre mais um, “amigo dos meus amigos meu amigo é”! Obrigada por teres vindo!
O tempo passa, mas o que é verdadeiramente importante perdura e enraíza-se cada vez com mais profundidade.
Portas e coração sempre abertos para vós!

sábado, 15 de dezembro de 2012

“Está no blogue!”

Este blogue é um dos meus objetivos para 2012. Começou por ser um exercício, uma forma metódica de pôr em prática e exercitar a minha paixão pela escrita.
Mas, quando escrevemos, as palavras ganham vontade própria, e levam-nos por caminhos que inicialmente não havíamos planeado trilhar. Assim foi com os meus petiscos: de uma ideia vaga e algo indefinida do que viriam a ser, transformaram-se numa espécie de divã de psicanalista, diário público do meu dia-a-dia, dos meus humores, das minhas sensações, de situações vivenciadas.
Ao mesmo tempo, com as receitas de sábado fui fazendo um apanhado sistemático dos sabores que tão amiúde saem da minha cozinha! Agora, cada vez que organizo um evento cá em casa, dou por mim a verificar que o que vou preparar: “está no blogue!”, “está no blogue!”, “está no blogue!”…
Mas como a cozinha, a escrita, a vida em geral estão em constante movimento, há que experimentar novas receitas. Esta é uma delas.
Coze-se um ramalhete bem verdinho de brócolos em água e sal  ou despeja-se o conteúdo de uma embalagem de brócolos congelados num pirex com tampa e vai ao micro-ondas para cozinhar (menos poético mas mais pragmático!).
À parte, mistura-se, batendo com a vara de arames: cebola picada, cenoura raspada, cogumelos, os brócolos já cozinhados, dois ovos e um brick de natas light. Tempera-se com sal, pimenta e um pouco de noz-moscada.
Verte-se este conteúdo sobre uma forma redonda forrada com massa quebrada.
Et voilà! Esta será uma das receitas cá do blogue que, a par de algumas das já tradicionais, amanhã desfilará na minha cozinha!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Tributo

Há momentos que são indizíveis! Momentos de felicidade, que só podem ser sentidos, não ditos, que dizê-los seria profana-los… e o sagrado é intangível!
São tão intensos, que se torna impensável que o “foram felizes para sempre” fosse possível! E também por isso sabem melhor; sabem a chocolate raro e exótico, derretendo-se na boca num êxtase de sabor…
Segredo e sagrado… de mãos dadas. Momentos felizes.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Verdade des(en)coberta

As decorações natalícias já alegram a casa!
O pinheiro e o presépio são os reis do salão, e os fios brilhantes dão um ar de gala a cada recanto. Da aparelhagem de som, emana um sonoro lá-lá-lá-lá-lá, misturado com sinos e vozes infantis.
O cheiro a açúcar e canela purifica o ar, e evoca o sabor das guloseimas que estão a ser preparadas.
O pequeno Rui brinca em frente à televisão, questionando-se se o Pai Natal terá recebido atempadamente o seu pedido… Distraidamente, vai ouvindo também as notícias; até que… não pode ser! Os seus olhos esbugalham-se num misto de surpresa e pânico; corre para a cozinha (a mãe é sempre um reduto seguro):
- Mãe! Mãe! É verdade que não existe… – nem consegue falar, com a excitação! – a obrigação de o Estado nos dar tudo o que queremos?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Igual a si próprio?

Igor, que era um acérrimo defensor da igualdade na barra dos tribunais, nas horas vagas era uma barra nos passatempos de encontrar as diferenças…